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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Así lo fue cuando...

... a ellas se les pareció que la comida las salvaría.

Por Fernando Gil Paiva

Ha sido divulgado el primer trailer de la ya mencionada “Julie y Julia” con las inolvidables actuaciones de Amy Adams y Meryl Streep. La película cuenta las historias de dos mujeres que están unidas por la comida. Julia Child es una jefa de cocina americana que empezó a vivir en Francia y que sirvió como inspiración a Julie, que crió un blog para poner los resultados de las recetas de la jefa consagrada.

El acento que Meryl pone en su personaje y el modo como la película de Nora Ephron es conducida muestra, en poco más que dos minutos de trailer, lo que va a ser una verdadera sensación del agua en la boca. Sino que no hablamos todavía del gran talento de Amy que crece y crece siguiendo lo que ha hecho su compañera de equipo. Julie & Julia tiene el estreno previsto para el fin del mes de Agosto. “Basado en dos historias reales”.


Sigue el trailer: http://www.youtube.com/watch?v=-iTzj-GPdN0

Continue fascinado...

... pela amplificação de talentos

por Fernando Gil Paiva

Foi divulgado o trailer do já mencionado Julie & Julia com as marcantes atuações de Amy Adams e Meryl Streep. O film conta as histórias dessas duas mulheres que estão unidas pela comida. Julia Child, chef de cozinha americana que vivia na França inspira Julie a colocar em seu blog o resultado das receitas de Julia que eram preparadas por Julie por meio do livro de receitas da chef consagrda.

O sotaque que Meryl Streep coloca na personagem e o modo como o filme de Nora Ephron é conduzido mostra, nesses pouco mais que dois minutos de trailer, o que será uma verdadeira sensação de água na boca. Sem contar a crescente Amy que segue os passos nobres de sua companheira de set. Julie & Julia tem previsão de estréia para o fim de agosto. "Baseado em duas histórias verdadeiras".
Abaixo, link para o trailer do filme:

terça-feira, 23 de junho de 2009

Parabéns! (Parte III de III)


Mary Louise Streep
por Fernando Gil Paiva

E mais um ciclo da carreira de Meryl Streep, que vai do ano de 2002 à 2009. Nesse período Meryl Ainda teve mais indicações e prêmios por outros tantos personagens marcantes. Atenção especial para os filmes "As Horas"; "O Diabo Veste Prada"; e "Dúvida".
Meryl Streep nasceu em 22 de Junho de 1949. Desde lá... Já estava encaminhado o que hoje pode-se constatar.
2002 - As Horas (The Hours)

2002 - Adaptação (Adaptation) Muito bem adaptada! E indicada ao Oscar de melhor atriz Coadjuvante.

2003 - Angels in America (Seriado dirigido por Mike Nichols)


2004 - Sob o Domínio do Mal (The Manchurian Candidate)


2004 - Desventuras em Série (Lemony Snicket's A series of unfortunate events) (É melhor tomar cuidado senão esse post pode expirar em milhares de microssegundos!)


2005 - Terapia do Amor (Prime) (Entre o dilema da ética e da família).

2006 - A Última Noite (A Prairie Home Companion) O último filme de Robert Altman.


2006 - O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada) Indicação à Melhor Atriz! A Poderosa Miranda!

2007 - Fúria Pela Honra (Dark Matter)

2007 - Leões e Cordeiros (Lions for Lambs) A jornalista.

2007 - O Suspeito (Rendition)

2007 - Ao Entardecer (Evening)


2008 - Mamma Mia! (Meryl simplesmente cantando, dançando e rememorando!)

2008 - Dúvida (Até então, sem sombra de dúvida, a última indicação à Melhor Atriz)

2009 - Julie & Julia (O próximo Oscar?)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Parabéns! (Parte II de III)

Uma pequena, louca e neurótica viagem sobre Meryl Streep...

por Fernando Gil Paiva

Com certeza em sua vida não faltarão LEMBRANÇAS DE HOLLYWOOD, ou de tantas outras instâncias cinematográficas. Já consagrada na Terra, Meryl já é portadora de UM VISTO PARA O CÉU, se bem que eu nunca lhe diria ou pensaria que A MORTE LHE CAI BEM. N'A CASA DOS ESPÍRITOS, as lembranças correm rápidas e velozes como O RIO SELVAGEM sob as famosas PONTES DE MADISON. Hoje podemos ver a Meryl de ANTES E DEPOIS e sem ao menos nos decepcionar com o trabalho árduo de uma artista completa. Se antes ela era apenas Julia de um primeiro filme, agora é tal qual uma das FILHAS DE MARVIN, se Marvin fosse o cinema e filha cada pedaço, cena, plano, nota musical, parte de uma música, de uma DANÇA DAS PAIXÕES. Meryl não é una. Meryl é múltipla e infinita, é arte de UM AMOR VERDADEIRO, é MÚSICA DO CORAÇÃO para quem a vê, ouve e contempla.

1990 - Lembranças de Hoolywood (Postcards from the Edge) (Mais uma indicação à melhor atriz)
1991 - Um Visto para o Céu (Defending your Life)

1992 - A Morte Lhe Cai Bem (Death Becomes Her)

1993 - A Casa dos Espíritos (The House of the Spirits) (Ao lado do elenco célebre como Antonio Bandeiras, Glenn Close, Winona Ryder, Vanessa Redgrave, e Jeremy Irons)

1994 - O Rio Selvagem (The River Wild)
1995 - As Pontes de Madison (The Bridges Of Madison County) (Uma das melhores e mais inesquecíveis atuações e mais uma indicação ao Oscar de melhor atriz)

1996 - Antes e Depois (Before and After)

1996 - As Filhas de Marvin (Marvin's Room)


1998 - A Dança das Paixões (Dancing at Lughnasa) (A simplicidade dos complexos)


1998 - Um Amor Verdadeiro (One True Thing) (Inesquecível na cena de Doroty e em sua atuação. Outra indicação à melhor atriz)


1999 - Música do Coração (Music of the Heart)

Parabéns!!! (Parte I de III)

por Fernando Gil Paiva

Meryl Streep é um dos grandes talentos que ainda continuam a surpreender a cada trabalho feito. As pessoas até conseguem destacar trabalhos, mas não tem como dizer que este ou aquele foi de muito azar ou completamente incabível. A questão é da margem dos desafios e falando de Meryl Streep ela consegue driblá-los de modo sincero e autêntico. Não há personagem que não fique na memória, não há momento que se apague... É por isso que hoje, 22 de junho, quando minha atriz favorita [há anos] assopra velinhas, resolvi começar a primeira de três partes que vão tratar de nostalgia, lembrança. De 1977 a 1989, Meryl cresceu, despontou e ganhou seus dois Oscar (melhor atriz e melhor atriz coadjuvante). Daí em diante, ela só bateria seus próprios recordes e se tornaria, com o passar de cada filme, a atriz mais premiada da história da cinema!

Parabéns, Meryl Streep!

1977 - Julia, primeiro filme, a estréia.
1978 - O Franco Atirador (The Deer Hunter) (Primeira indicação ao Oscar - Atriz Coadjuvante)

1979 - Kramer Vs Kramer (O primeiro Oscar - Atriz Coadjuvante)


1979 - Manhattan (Do querido Woody)


1981 - A Mulher do Tenente Francês (The French Lieutenant's Woman) (Primeira indicação ao Oscar - Melhor Atriz)


1982 - A Escolha de Sofia (Sophie's Choice) (Terrível escolha, por sinal. E o Oscar de Melhor Atriz!)

1983 - Silkwood (do diretor Mike Nichols e mais uma indicação à melhor atriz)

1984 - Amor à Primeira Vista (Falling In Love) Ao lado de Robert De Niro

1985 - Entre Dois Amores (Out Of Africa) (Mais uma indicação de melhor atriz)


1986 - A Difícil Arte de Amar (Heartburn) (mais um filme de Mike Nichols)

1987 - Ironweed (Indicada à melhor atriz pelo filme de Hector Babenco)


1988 - Um Grito no Escuro (A Cry In the Dark) (Indicada à melhor atriz)
1989 - Ela é o Diabo! (She-Devil) (Fechando o primeiro ciclo com a clássica comédia da infância)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Laços de Família Ao Entardecer
por Fernando Gil Paiva

"O marido repetiu-se a pergunta que, mesmo sob a sua inocência de frase cotidiana, inquietou-o: aonde vão? Via preocupado que sua mulher guiava a criança e temia que neste momento em que ambos estavam fora de seu alcance ela transmitisse a seu filho... mas o quê? "Catarina", pensou, "Catarina, esta criança ainda é inocente!" Em que momento é que a mãe, apertando uma criança, dava-lhe esta prisão de amor que se abateria para sempre sobre o futuro homem. Mais tarde seu filho, já homem, sozinho, estaria de pé diante desta mesma janela, batendo dedos nesta vidraça; preso. Obrigado a responder a um morto. Quem saberia jamais em que momento a mãe transferia ao filho a herança. E com que sombrio prazer. Agora mãe e filho compreendendo-se dentro do mistério partilhado. Depois ninguém saberia de que negras raízes se alimenta a liberdade de um homem. "Catarina", pensou com cólera, "a criança é inocente!" Tinham porém desaparecido pela praia. O mistério partilhado".
Trecho de "Laços de Família", de Clarice Lispector.

Anos atrás, ainda embebidas pelo suor da juventude, as alegrias dos futuros casamentos, da gota de álcool que escorria pelo lábio e as festas à noite à beira mar, as amigas - melhores - sondavam ainda o que seriam a partir de suas especulações.

Lila e Ann são contadas por meio da interposição de flash backs do passado com a atual condição de Ann no presente, que está em uma cama, desintegrando-se nela. Lembrar-se do passado, não era, entretanto, mater vivo o pássaro da memória, mas trazê-lo de volta para que se pudesse reanimá-lo. Cada ato negado, segredo selado, hesitação domada, atitude controlada, tudo parece tê-la direcionado ao abraço dos lençóis.

Claire Danes (Ann) e Mamie Gummer (Lila) em Ao Entardecer

Sob os cuidados das duas filhas, nos emaranhados laços de família, Ann reviveu os fragmentos das suas mais latentes memórias, principalmente as que rondavam Lila, que não tinha mais o contato de "melhor" e também de Harris, aquele que ela mesmo diz, todos amavam.

Mas o que eram os laços naquele momento senão uma linha esparramada que estava sendo enrolada ou o próprio desatar de seus nós para voltar a ser novelo?

Na manhã de domingo, minha filha!
ponha o laço cor-de rosa no cabelo
vista o vestido de festas
e olhe para a janela antes que as primeiras
ondas apaguem as mensagens da areia
prove as últimas balas de açúcar cande
como se fossem as últimas balas
corra na areia e sinta sua identidade
impressa. sem pressa.
e viva ou prolongue as boas sensações
os períodos bons que você assim considera
agradeça à felicidade clandestina
mas não se perca na clandestinidade
há mais areia em outras praias
como outros doces em outras balas
se for sair com vestidos novos
saia, apenas, com a certeza de que será
peremptório. e será sempre.

Vanessa Regdrave e Meryl Streep já estiveram juntas há muitos anos atrás (em 1977) quando Meryl gravava seu primeiro filme chamado "Julia", que também participava Jane Fonda. Em Julia, Meryl era Anne. Em "Ao Entardecer", Vanessa é Ann. Um belo laço de recordação. Os laços continuaram a ser dados, o pacote merecia a decoração à altura. Quando Ann relembra seus tempos antigos é Claire Danes quem a vive. Mamie Gummer vive a Lila de tempos passados. Outro laço. Mamie Gummer é filha de Meryl Streep. Lilas - mãe e filha, filha e mãe.

Meryl (Lila) e Vanessa (Ann) em Ao Entardecer


Mamie Gummer e sua mãe, Meryl Streep

Como mencionado, Ann, depois de ter se separado da convivência com a melhor amiga, teve duas filhas em seu casamento, representadas por Toni Collette e Natascha Richardson (que é filha de Vanessa Redgrave) - mãe e filha, filha e mãe. Na ficção, a filha vê e se prepara para a despedida da enfraquecida Ann, a mãe. Na vida real, sem qualquer preparação, a mãe se despediu da filha. Mas isso apenas deixo como boa memória à partida tão prévia de Natascha Richardson no mês de março após um acidente de esqui no Canadá. Laços de família. Passos na areia e a onda que vem, mas que não apaga. Ouço o som de reflexão, da fita que amarra... do nó que é terno. eterno.

Natascha e Vanessa, mãe e filha em Ao Entardecer

Natascha Richardson (1963-2008) e sua mãe, Vanessa Redgrave.

No link abaixo, trecho do filme em que Ann (Claire Danes/Vanessa Redgrave) canta no casamento de Lila (Mamie Gummer / Meryl Streep) a música "Time After Time". Tempo após tempo.

http://www.youtube.com/watch?v=CwDklR1LOL8

domingo, 17 de maio de 2009

Meryl Streep
por Fernando Gil Paiva

Há muito tempo venho enrolando pra escrever esse post. Afinal, o motivo precisava de calma e inspiração. Falar da minha atriz preferida não é pouca coisa, nem coisa fácil. Eu não lembro ao certo quando começou, mas acho que a lembrança de ter visto Meryl Streep conscientemente foi em As Horas e Adaptação, ambos maravilhosos. Inconscientemente eu já tinha visto A morte lhe cai bem, Ela é o diabo e O rio selvagem que passaram algumas vezes na TV aberta durante a década de 90.

Depois passei a adaptar minhas horas para que eu pudesse conhecer mais aquilo que eu já gostava tanto. Era uma questão de tempo e de aprofundar admirações. Hoje já assisti 23 dos seus filmes. O fato é que é impossível não destacar seu talento e o modo como ela consegue ser tão real em suas caracterizações. Como a própria Meryl disse “Interpretar não tem a ver com ser alguém diferente. Trata-se de encontrar similaridades no que é aparentemente diferente e depois se encontrar nelas”.

E não apenas isso, não apenas encontrar-se nas aparentes diferenças, mas fazer com que o espectador também se encontre simultaneamente. Para começar, deixo aqui, três amostras de seu trabalho, partes que depois irão se remendando com o passar do tempo, afinal, um post é muito pouco pra falar de uma carreira que se estende por tanto tempo.

A ‘trilogia’ da escolha:

As pontes de Madison (1995)

Em as pontes de Madison, Francesca (Meryl) conhece o fotógrafo Robert da National Geographic (Clint Eastwood) quando seus filhos e o marido haviam ido a uma exposição anual em outra cidade por quatro dias. Nesse período em que Robert está fotografando pontes no condado de Madison, Francesca vê-se diante dos pesos de uma terrível balança. Ela tem que fazer sua escolha. A escolha de Francesa.


A escolha de Sofia (1982)

Alan J. Pakula, ao dirigir A Escolha de Sofia, talvez tenha colocado em evidência um dos impasses mais dramáticos que não há dúvidas que também tenha acontecido em algum momento com alguma Sofia. A história é narrada a partir de suas lembranças num campo de concentração alemã na segunda guerra mundial. Quem esteve com ela já não está mais, as escolhas tiveram que ser feitas independentemente.


Terapia do Amor (2005)

A terapeuta de família judia Lisa Metzger (Streep) tem uma paciente pós-divórcio e um filho pintor que tem uma nova namorada. Os conceitos e as aplicações de suas análises, entretanto, começam a se mostrar paradoxais quando se trata de casos intra e extra familiares. Lisa entra em pânico quando tem que decidir em aceitar o que prega como conceito cultural e religioso ou conceito ético e pragmático de sua profissão.